Vaca na Serra do Cume, Terceira

[Roteiro] 6 dias na ilha Terceira: o que ver e visitar

Escolhemos o mês de Setembro para ir conhecer a terceira maior ilha do arquipélago Açores, a Terceira. Dedicámos-lhe uma semana, com seis dias inteiros para a visitar de uma ponta à outra com calma.

Como sabíamos que na Terceira se come muito bem, o nosso roteiro foi em muitos casos construído de acordo com que queríamos provar em zonas específicas da ilha. Por isso, se gosta de passear e comer, escolheu a ilha certa. Neste artigo, partilhamos todas as nossas recomendações sobre o que visitar e levantamos o véu sobre os maravilhosos restaurantes que experimentámos.

Como nos deslocámos pela ilha Terceira

Aterrámos no aeroporto das Lajes ao final da manhã e senti logo uma ligação àquela terra. Foi precisamente junto a este aeroporto que o meu avô – no início da sua carreira de GNR – e a sua jovem esposa, a minha avó, viveram durante alguns meses, num complexo de casas que já não existe. É como se a Terceira fizesse parte da história da minha família.

Depois desta rápida viagem no tempo, foi hora de ir buscar o carro que nos levaria a passear pela ilha. Não tínhamos tido qualquer dúvida na hora de decidir se valia a pena alugar carro ou não na ilha Terceira. Sabíamos que muitos dos sítios a que queríamos ir não ficavam propriamente na rota dos transportes públicos, pelo que se queríamos lá ir e aproveitar ao máximo o tempo, tínhamos de ter um carro para nos deslocarmos.

Por isso optámos por um rent-a-car. Andámos num Opel Crossland da Hertz, um carro com potência, conforto e que nos transmitia segurança fosse qual fosse a subida ou descida pelas serras da Terceira. O parceiro perfeito para esta nossa aventura.

Opel Crossland da Hertz, carro alugado na ilha Terceira
O nosso belo carro, que nos levou a todos os cantos da ilha Terceira

Onde ficámos na ilha Terceira

Como chegámos à Terceira à hora de almoço, estávamos esfomeados. Por isso, antes de irmos diretos para o nosso apartamento, fizemos uma paragem importante pelo caminho. Fomos à Praia da Vitória almoçar ao Pescador, um dos restaurantes que queríamos experimentar.

Depois de bem alimentados, rumámos ao nosso apartamento, na Feteira. Percebemos logo que o seu nome, Bela Vista, se aplica que nem uma luva: a vista que se tem da varanda, para o mar e para o ilhéu das Cabras, é fantástica. E a cereja no topo do bolo foi a cesta de boas-vindas que nos esperava, recheada com alguns dos melhores produtos açorianos: bolo lêvedo, queijo Vaquinha, leite, manteiga e bananas açorianas.

A partir deste momento não parámos de comer bolo lêvedo, e até comprámos alguns para levar para a família como souvenir da Terceira.

Impérios da ilha Terceira

Antes de partilhar o roteiro que fizemos ao longo dos seis dias, queria confessar que houve algo que nos apaixonou desde o nosso primeiro dia na Terceira: os Impérios.

Os Impérios são pequenas “casinhas”, com um altar no interior, associadas ao culto – e às festas – do Espírito Santo.

Império da Serreta, na ilha Terceira, nos Açores
Império da Serreta, na ilha Terceira

É verdade que existem Impérios noutras ilhas dos Açores, mas os da Terceira são especialmente coloridos – ou não fosse esta a ilha das festas, que acontecem 11 meses por ano, pelo que nos contaram.

Parece que existem 72 Impérios espalhados pela ilha. Por isso, onde quer que íamos, andávamos sempre muito atentos para ver se encontrávamos mais um. Tínhamos o sonho de fotografar todos os Impérios. Encontrámos muitos, mas claro, ficámos longe de os encontrar a todos.

Dia 1 | Angra do Heroísmo

O primeiro dia de passeio pela Terceira foi dedicado a Angra do Heroísmo, a maior cidade da ilha. Tal como aconteceu durante a maior parte da semana, o dia começou nublado, mas depois abriu um sol luminoso e quente.

Castelo de São João Baptista e Monte Brasil

Mesmo junto a Angra do Heroísmo ergue-se uma pequena península, formada por um vulcão extinto: o Monte Brasil, que se avista de muitos pontos da ilha.

E é precisamente no Monte Brasil que se encontra a primeira coisa que fomos visitar em Angra: o Castelo de São João Baptista, do século XVI, a maior fortaleza construída pelos espanhóis fora de Espanha. É um edifício imponente, que envolve todo o Monte Brasil.

Passeámos pelo jardim que existe no exterior das muralhas, passámos por um portão muito bonito, de pedra trabalhada, e entrámos no castelo por um outro portão que nos deu acesso ao primeiro trilho desta viagem, que serpenteia até ao topo do monte.

Castelo de São João Baptista, no Monte Brasil, junto a Angra do Heroísmo
Castelo de São João Baptista, no Monte Brasil

Fizemos este percurso a pé – não é difícil, embora possa ser um pouco cansativo, por ser a subir -, mas é possível fazê-lo de carro.

No topo do Monte Brasil, para além de vermos baterias antiaéreas do tempo da II Guerra Mundial e galináceos a passear alegremente, pudemos apreciar uma das melhores vistas para Angra do Heroísmo.

Vista para Angra do Heroísmo, a partir do topo do Monte Brasil, ilha Terceira
Vista para Angra do Heroísmo, a partir do topo do Monte Brasil

Centro histórico de Angra do Heroísmo

Depois de tanto subir, precisámos de repor energias. Por isso descemos até ao centro de Angra do Heroísmos e fomos almoçar à Tasca das Tias, onde comemos as primeiras lapas grelhadas da viagem, entre outros petiscos.

Lapas grelhadas e outros petiscos na Tasca das Tias, en Angra do Heroísmo, ilha Terceira
Lapas grelhadas e outros petiscos na Tasca das Tias

Para a sobremesa, fomos à pastelaria O Forno, na mesma rua do restaurante. Queríamos experimentar os mais famosos bolos da ilha Terceira, os Dona Amélia – um doce criado aquando da visita da rainha D. Amélia à ilha Terceira, há cerca de 120 anos.

Acabámos por descobrir muitos outros doces típicos: comemos Cornucópias bem recheadas de ovos moles e trouxemos uma caixa cheia com todos os outros doces.

Veja neste artigo quais são os doces tradicionais da Terceira.

Entretanto, descobrimos que o que não falta em Angra do Heroísmo são sítios para visitar. Percebe-se bem porque é que o centro histórico foi classificado como Património da Humanidade, pela UNESCO, em 1983 – três anos depois de grande parte da cidade ter sido destruída por um grande terramoto e ter sido reconstruída com a ajuda de todos.

Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo
Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo

Aqui ficam alguns dos locais que merecem uma visita em Angra do Heroísmo:

  • Ruas e casas históricas – por exemplo a Rua Direita;
  • Igreja da Misericórdia – uma das 11 igrejas que existem na cidade;
  • Sé Catedral – dizem que vale a pena subir à torre para ver a vista;
  • Jardim Duque da Terceira – perfeito para um passeio;
  • Monumento do Outeiro da Memória – daqui tem-se uma vista fantástica sobre a baía e o Monte Brasil;
  • Palácio dos Capitães Generais – gostámos muito de participar numa visita guiada;
  • Museu de Angra do Heroísmo – tem vários núcleos espalhados pela cidade;
  • Baía de Angra – é muito agradável caminhar pela marina e relaxar na Prainha de areia escura.
Lago no Jardim Duque da Terceira, na subida para o Outeiro da Memória
Lago no Jardim Duque da Terceira, na subida para o Outeiro da Memória

Ficámos a saber que esta cidade se chama “Angra” porque tem uma baía – uma angra é uma baía – e “do Heroísmo” devido ao contributo que a sua população deu para a vitória do liberalismo em Portugal, durante a guerra civil, no século XIX. A pirâmide que se ergue no Outeiro da Memória relembra exatamente a presença de D. Pedro IV na ilha Terceira, durante os preparativos para o desembarque das tropas no Porto.

Dia 2 | De Santa Bárbara aos Mistérios Negros

No nosso segundo dia de passeio rumámos ao centro da ilha, para subir ao ponto mais alto da Terceira: a Serra de Santa Bárbara.

Vista a partir da Serra de Santa Bárbara, na ilha Terceira
Vista a partir da Serra de Santa Bárbara

Esta serra surgiu dos restos do maior vulcão inativo da ilha e o seu topo ergue-se a 1.021 m de altitude. Quando o céu está mais limpo, consegue-se ter uma perspetiva de 360º. Nós até tivemos sorte!

Depois de passearmos pelo topo da serra, descemos pelas estradas ladeadas de incríveis árvores, que pela sua cor e tamanho nos faziam crer que estávamos num local encantado.

E foi no meio do arvoredo que encontrámos o local perfeito para fazer um piquenique, lado a lado com famílias terceirenses: a Lagoa das Patas.

Lagoa das Patas, na ilha Terceira
Lagoa das Patas

Esta lagoa, recheada de muitas patas e patinhos, é rodeada por um cenário de árvores e raízes esculturais que parece saído do Senhor dos Anéis.

O nosso piquenique foi à base de sandes e fruta. Mas se há coisa que recomendamos é arranjar carvão e peixe ou carne, e usar um dos muitos grelhadores e mesas que existem pela ilha – vestígios das muitas festas que se fazem na Terceira.

Trilho dos Mistérios Negros

Depois de almoçar, fomos fazer o maior percurso pedestre desta nossa viagem: o trilho os Mistérios Negros, considerado um dos mais bonitos da Terceira.

Campos floridos ao longo do trilho dos Mistérios Negros
Campos floridos ao longo do trilho dos Mistérios Negros

Foi a primeira vez que fizemos um trilho classificado como “Difícil”, por isso estávamos com algum receio do que iríamos encontrar. Cedo percebemos quais eram algumas das dificuldades: escapar ao chão enlameado e subir alguns trechos – era preciso trepar ou passar por entre rochas irregulares. O que vale é que seguimos as indicações que tínhamos lido e fomos num dia sem chuva e com boas botas – parece que é perigoso fazer o trilho quando está muito molhado.

Trilho dos Mistérios Negros
Trilho dos Mistérios Negros

E valeu a pena, o trilho dos Mistérios Negros é de facto incrível. Passámos por paisagem verdejantes, com “tapetes” de raízes pelo chão, árvores imponentes e lagoas serenas. Fizemos os 4,9 Km com calma, em cerca de 4 horas.

Um dos lagos por que passámos no trilho dos Mistérios Negros, ilha Terceira
Um dos lagos por que passámos no trilho dos Mistérios Negros

Perto do local onde começa e termina o percurso dos Mistérios Negros encontra-se a entrada para a Gruta do Natal, que não tivemos oportunidade de visitar. Para quem tenha interesse, existe um bilhete conjunto para visitar esta gruta e o Algar do Carvão.

Dia 3 | Da Serreta ao Algar do Carvão

Depois de um acordar preguiçoso, decidimos começar o dia indo diretos para a zona Oeste da ilha, onde queríamos comer num restaurante muito específico: o Ti Chôa. Com um atendimento cuidado e divertido, experimentámos um menu que incluía alguns dos pratos mais tradicionais e icónicos da Terceira: torresmos de cabinho, molho de fígado, alcatra de carne e, para sobremesa, um delicioso doce de vinagre.

Nesta zona da ilha percorremos a Mata da Serreta, onde se costuma realizar, em Setembro, uma grande festa em honra de Nossa Senhora dos Milagres. Parámos junto ao Farol da Serreta para ver a vista e depois seguimos estrada abaixo até ao Miradouro da Ponta do Queimado. Aqui, encontrámos a união perfeita entre o mar e floresta.

Vista a partir do Miradouro da Ponta do Queimado, de onde se vê uma das outras ilhas dos Açores
Vista a partir do Miradouro da Ponta do Queimado, de onde se vê uma das outras ilhas dos Açores

Já ouvimos dizer que uma das trilhas mais bonitas da Terceira é precisamente a PRC3 Serreta, com cerca de 7 km.

Algar do Carvão e Furnas do Enxofre

Chegou então a hora de rumarmos ao centro da ilha para conhecer o mais famoso Monumento Natural da ilha Terceira: o Algar do Carvão.

Depois de comprarmos bilhete, descemos por um túnel até às profundezas da terra. A temperatura baixou bastante, até que nos deparámos com uma inacreditável e verdejante chaminé vulcânica. Não há fotografia que faça jus ao que se vê aqui, ao vivo.

Chaminé vulcânica do Algar do Carvão, ilha Terceira
Chaminé vulcânica do Algar do Carvão

Através da explicação dada por um elemento d’Os Montanheiros – a Associação que cuida do Algar do Carvão –  ficámos a saber que, quando este vulcão estava em atividade, a lava ao tentar escapar abriu na rocha uma enorme câmara subterrânea que agora podemos visitar. Mas foi pela chaminé, atualmente revestida de vegetação, que a lava finalmente conseguiu sair para a superfície. Diría que foi um final feliz.

Depois de sairmos, já um pouco mais quentes, pegámos no carro e conduzimos uns poucos quilómetros até encontrar a nossa última paragem do dia: as Furnas do Enxofre.

Aqui existe um pequeno percurso pedestre ao longo do qual conseguimos ver várias fumarolas e sentimos o cheiro característico de enxofre. Uma excelente forma de nos lembrar que a ilha Terceira se formou graças à atividade de uma série de vulcões, muitos deles extintos, e que ainda há atividade vulcânica sob os nossos pés.

Percurso pedestre pelas Furnas do Enxofre, Açores
Percurso pedestre pelas Furnas do Enxofre

Dia 4 | De São Mateus da Calheta ao Queijo Vaquinha

Mais uma vez começámos o dia já com planos para o almoço: o objetivo era ir comer ao restaurante Beira Mar, em São Mateus da Calheta, uma freguesia muito próxima de Angra do Heroísmo. Aqui, a especialidade é peixe fresco e marisco. Por isso, o nosso almoço foi repleto de sabores do mar.

Mas antes de almoçar fomos conhecer Negrito, ali perto. Descobrimos que aqui existe uma agradável zona balnear, junto a um forte do século XVI, que protegia esta pequena baía.

Através de alguns vestígios arqueológicos e da exposição de fotografia que se encontra junto às piscinas naturais, ficámos a saber que durante muitas décadas eram trazidas até à baía de Negrito baleias, das quais se extraía óleo, um produto exportado para todo o mundo. Uma prática que já faz parte do passado.

Piscinas naturais na baía de Negrito, Terceira
Piscinas naturais na baía de Negrito

Já em São Mateus da Calheta, fomos dar um passeio pelo fotogénico Porto de Pescas que se encontra encaixado numa baía, a escassos metros do restaurante Beira Mar. Daqui, tem-se uma perspetiva perfeita para a igreja de São Mateus da Calheta, cujas torres brancas se erguem imponentes e brilhantes sob o sol.

Perspetiva para o Porto de Pescas e para a igreja de São Mateus da Calheta
Perspetiva para o Porto de Pescas e para a igreja de São Mateus da Calheta

Antes de nos despedirmos, ainda passámos pelo “maior [forte] a poente de Angra”, segundo lemos, que ajudava a defender esta zona da ilha de corsários e piratas.

E como na Terceira há muitas vacas, e onde há vacas há queijo, nada melhor que terminar o dia a visitar uma fábrica de queijo local, o Queijo Vaquinha, na freguesia das Cinco Ribeiras.

Vacas açorianas junto à fábrica do Queijo Vaquinha, nas Cinco Ribeiras
Vacas açorianas junto à fábrica do Queijo Vaquinha

Aqui, não só vislumbrámos a produção de queijo, como também degustámos as variedades que ali são produzidas. Aproveitámos e trouxemos também na mala umas cunhas de queijo para oferecer.

Dia 5 | Dos Biscoitos à Serra do Cume

Neste dia, a nossa prioridade era conhecer as Piscinas de lava dos Biscoitos, na zona Norte da ilha. A meteorologia é que não estava muito pelos ajustes e reservou-nos um céu carregado de nuvens ameaçadoras. Mas nem isso nos deteve.

Como a nossa casa era na zona Sul, atravessámos a ilha pelo meio. E começámos logo com um desvio, seguindo uma seta que tínhamos visto antes na estrada e que indicava “Miradouro das Veredas”. E valeu a pena. Deste miradouro tem-se uma vista relaxante para prados a perder de vista e, lá ao fundo, o Monte Brasil.

Depois de nos voltarmos a fazer à estrada, chegámos então às famosas Piscinas Naturais do Biscoitos. Não há dúvida, a ilha Terceira é riquíssima em piscinas naturais, umas mais “trabalhadas” pelo homem que outras.

Piscinas Naturais dos Biscoitos
Piscinas Naturais dos Biscoitos

As Piscinas dos Biscoitos, para além de serem muito grandes, são das mais conhecidas e mais concorridas durante a época balnear. Como nós fomos lá num dia de chuva de Setembro, não faltava espaço para esticar a toalha. Mas os pingos não assustaram o Ricardo, que ainda se aventurou a dar um mergulho no Atlântico, protegido pelos maciços de rochas que formam naturalmente várias piscinas.

Depois de abrirmos o apetite com uma maçaroca de milho quentinha comprada numa barraquinha de fruta junto aos Biscoitos, fomos para o restaurante que tínhamos escolhido nesta zona da ilha, na freguesia de Altares: o Caneta, conhecido pelos seus saborosos pratos de carne. Deixámos a visita ao Museu do Vinho para uma próxima oportunidade.

Pico Matias Simão e Serra do Cume

Depois de almoçar, continuámos em busca das melhores vistas da Terceira, e pelo caminho passámos por algumas igrejas com torres que parecem revestidas de escamas de dragão, e alguns Impérios, os pequenos edifícios coloridos por que nos tínhamos apaixonado.

Ainda em Altares, subimos até ao Pico Matias Simão, de onde se tem uma vista incrível sobre o mar azul, de um lado, e para um “mar” de campos verdes e castanhos, do outro.

Como o dia até tinha ficado bonito, decidimos percorrer uma distância mais longa e ir conhecer a imagem postal da ilha Terceira, a partir do Miradouro da Serra do Cume. Daqui, tem-se uma vista impressionante para aquilo que parece uma “manta de retalhos” – campos de cultivo e de pasto para vacas recortados ao longo da enorme caldeira de um antigo vulcão. Quase que é difícil absorver esta paisagem e perceber que é real.

A "manta de retalhos" vista a partir do Miradouro da Serra do Cume
A “manta de retalhos” vista a partir do Miradouro da Serra do Cume

Dia 6 | De Porto Judeu à Praia da Vitória

Dedicámos o nosso último dia à zona mais Noroeste da ilha Terceira.

Começámos perto de casa, no Miradouro Maria Augusta de Castro, de onde se tem uma bela vista para o mar e para o ilhéu das Cabras.

Vista para o ilhéu das Cabras a partir do Miradouro Maria Augusta de Castro
Vista para o ilhéu das Cabras a partir do Miradouro Maria Augusta de Castro

Depois parámos junto ao coreto mais colorido que alguma vez vimos, em Porto Judeu. Descemos umas escadinhas e encontrámos à beira-mar o Miradouro da Cruz do Canário e um passadiço muito agradável. Achámos este sítio muito romântico.

Coreto em Porto Judeu

Baía da Salga

A paragem seguinte foi a Baía da Salga. Um lugar importante na história da Terceira, por aqui se ter travado uma das batalhas que mais orgulha os habitantes da ilha.

Piscinas naturais da Baía da Salga
Piscinas naturais da Baía da Salga

Reza a História que, a 25 de Julho de 1581, se deu nesta zona a Batalha da Salga. Naquela época, a Terceira era um bastião contra o domínio filipino. Por isso mesmo, uma armada castelhana desembarcou naquele dia na Baía da Salga para tentar ocupar a ilha.

Uma mulher é relembrada pela sua ação decisiva nesta batalha: Brianda Pereira terá atiçado gado bravo aos invasores, quebrando assim as posições do experiente exército castelhano. A ilha tornou-se por isso símbolo da resistência portuguesa, tendo conseguido resistir durante mais dois anos. E é também por isso que o castelo construído pelos espanhóis no Monte Brasil tem canhões apontados para terra – para além de servirem para defesa do que vinha do mar, também podiam ser necessários para defender os castelhanos dos portugueses que atacassem por terra.

Depois deste mergulho pela História de Portugal, foi tempo de aproveitar o sol e fazer um piquenique no areal das piscinas naturais de Porto Martins, por sinal muito agradáveis.

Piscinas naturais de Porto Martins
Piscinas naturais de Porto Martins

Impressionante como as ondas batiam nas rochas e o nível da água na piscina, onde demos um mergulho, ia subindo.

Praia da Vitória

A nossa última paragem foi a segunda maior cidade da ilha Terceira, Praia da Vitória.

Decidimos começar por subir ao Miradouro do Facho, para ter uma perspetiva de cima, sobre cidade. Aqui, para além da vista para a baía e para o casario, existe um monumento dedicado ao Sagrado Coração de Maria.

Vista para a Praia da Vitória a partir do Miradouro do Facho
Vista para a Praia da Vitória a partir do Miradouro do Facho

Descemos a Serra do Facho e rumámos ao centro histórico da Praia, onde deambulámos pelas ruas, algumas delas decoradas com calçada portuguesa. Gostámos especialmente da fachada da Igreja da Misericórdia – onde se pode ler um resumo da sua história: “Edificada em 1521”, “Incendiada em 1821” e “Reedificada em 1824”.

Fachada da Igreja da Misericórdia na Praia da Vitória

Também fomos visitar a Igreja Matriz de Santa Cruz, onde tivemos uma visita guiada inesperada e oportunidade de subir a uma das torres para ver a vista.

Fechámos este nosso roteiro pela apaixonante ilha Terceira com uma visita à Casa-museu Vitorino Nemésio, onde o escritor nasceu. Aqui, ficámos a conhecer um pouco melhor a sua vida e a sua obra. Eu, pessoalmente, fiquei com vontade de ler o romance “Mau Tempo no Canal”.

Comer na ilha Terceira

Veja neste artigo o que provar na Terceira e nas outras ilhas dos Açores.

Alojamento na ilha Terceira

Partilhamos algumas sugestões de alojamentos onde ficar na Terceira:

Pesquise aqui alojamento na ilha Terceira

Esperamos que goste da ilha Terceira tanto como nós. Daqui, nós partimos para a ilha Graciosa, que nos surpreendeu imenso. Mas essa aventura fica para outro artigo.

Se gostou deste roteiro, deixe-nos um comentário mais abaixo, vamos gostar de saber!

Poderá ver ainda mais fotos desta viagem nos Destaques sobre a ilha Terceira no Instagram do Explorandar.

Hortências, as flores que dão cor às estradas da ilha Terceira

Veja também estes artigos:

Kit do Viajante

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O rent-a-car desta viagem foi-nos oferecido pela Hertz, num âmbito de uma parceria entre a empresa e a Associação de Bloggers de Viagem Portugueses.

2 thoughts on “[Roteiro] 6 dias na ilha Terceira: o que ver e visitar”

  1. Paulo Silva

    Parabéns pelo excelente roteiro que nos proporcionou. A Ilha Terceira é verdadeiramente fantástica. Deixe-se perder pelo interior virgem e verdejante da ilha. Disfrute-a com tempo e calma.
    Não deixe também de fazer um passeio de barco aos ilhéus das cabras com visita às suas grutas, aproveite e dê um mergulho em mar aberto. Soberbo!

    1. Paulo, obrigada pelas suas palavras e pelas sugestões de atividades no mar. Esperamos poder fazê-las numa próxima visita à bela ilha Terceira!

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