Dicas úteis para visitar Marrocos

Na viagem que fizemos a Marrocos, corria o mês de Setembro, percorremos muitos quilómetros. Atravessámos as montanhas do Atlas e pernoitámos em Ourzazate. Fomos até Merzouga, passámos uma noite no deserto e terminámos com uns dias de passeio em Marraquexe.

E foi em Marraquexe que o choque cultural foi mais forte. Felizmente, quem nos recebeu no riad onde ficámos alojados, o Riad Dar el Masa, deu-nos imensas dicas úteis. Graças a elas explorámos a cidade com confiança.

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Achámos tão importantes as dicas que nos deram, que decidimos partilhar com quem mais possa precisar um conjunto de recomendações. Estas são também baseadas nas experiências que tivemos. Algumas coisas podem ser mais específicas para Marraquexe, mas outras podem ser úteis também noutras zonas de Marrocos.

Preparativos para a viagem
  • Seguro de viagem – sempre que viajamos para fora da Europa fazemos um seguro de viagem (sugerimos a IATI). Morrocos não foi exceção e desta vez quase que precisámos de o acionar! É verdade, fiquei doente durante a viagem… Mas acabou por não ser nada de grave e aos poucos fui melhorando;
  • Medicamentos – depois de muita pesquisa decidimos levar probióticos (por ex. Atyflor), paracetamol, aspirina, anti-histamínicos, medicamentos para a diarreia, para o enjoo e para as dores de garganta. Eu apanhei o que deve ter sido uma virose, que me deixou cheia de vómitos e dores de barriga. Mas felizmente os probióticos e o paracetamol ajudaram a manter-me suficiente “rija” para continuar o passeio;
  • Dinheiro – decidimos aderir ao cartão Revolut para pagar menos taxas em pagamentos e levantamentos. No entanto, já em Marrocos descobrimos que alguns multibancos cobram uma taxa mesmo para levantamentos com Revolut. Levantámos dirhams, a moeda marroquina, várias vezes e em vários multibancos, e as taxas variavam. Em Marraquexe recomendaram-nos que usássemos o multibanco que está no edifício dos correios, na praça Jemaa el-Fna, por (esse sim!) não cobrar taxas adicionais às do Revolut;
  • Roupa – confesso que estava muito preocupada com a roupa que havia de levar para Marrocos. No mês em que fomos – em Setembro – ia estar calor, mas sabia que, sendo um país muçulmano, não convinha mostrar muito os braços nem as pernas. Por isso lá fui eu de calças de ganga fina e camisas de manga comprida. Mas a verdade é que vimos muitas turistas com tops de alcinhas, calções curtos e por aí fora. Disseram-nos que em Marraquexe as pessoas já não ligam muito porque estão muito habituadas aos turistas. Mas que noutras zonas as pessoas são mais conservadoras e é mais provável levar com insultos, atirarem coisas às pernas e por aí fora;
  • Se estiver a pensar andar de camelo no deserto, recomendamos que leve um lenço grande e leve. Servirá para lho colocarem na cabeça e na cara, para proteger da areia;
  • Calçado – anda-se bem de sapatilhas, sandálias, sabrinas ou outro calçado deste género, confortável. Os souks podem ter zonas um pouco mais sujas, por isso mais vale levar calçado que não tenha problemas em sujar.
Passaporte e não só
  • Passaporte e visto – entre muitas outras informações úteis, confirmámos no Portal das Comunidades Portuguesas que, para entrar em Marrocos, é obrigatório levar passaporte e que os cidadãos portugueses não precisam de visto para estadias até 90 dias;
  • Caneta – para quem vai para Marrocos de avião, recomendamos vivamente que leve a sua própria caneta. Isto porque, quer à chegada ao país quer à saída é necessário preencher um formulário, disponível no próprio aeroporto, com informação sobre a nossa estadia, para entregar durante o controlo do passaporte. É muita gente a tentar arranjar canetas ao mesmo tempo, e no aeroporto há muito poucas. Por isso, se tivermos uma, o processo torna-se bem mais rápido. Nós preenchemos o formulário antes de ir para a fila do controlo, mas a fila andava tão devagar que bem podíamos ter preenchido aí, enquanto esperávamos.
Durante a viagem
  • Preferir comida cozinhada e água engarrafada. Comemos quer em bons restaurantes como em bancas no meio da praça Jemaa el-Fna (em Marraquexe) e correu quase sempre bem;
  • Deve-se aceitar quando um marroquino nos oferece chá. É uma cortesia da parte deles, uma forma de nos dar as boas-vindas. Este chá, uma mistura de chá verde com muita hortelã, já vem normalmente com açúcar;
Chá de menta Marrocos
  • Sentimo-nos seguros em todo o lado, sem receio que nos roubassem seja o que fosse. A única coisa que nos chateava era a possibilidade de sermos enganados por vendedores ou “esquemas” para turistas;
  • Tanto na cidade de Marraquexe em geral e no souks em particular, deve-se evitar andar com um mapa na mão ou mostrar que se está perdido – apesar de todos nos perdermos naqueles mercados labirínticos! O ideal é ter um mapa para consultar no telemóvel ou simplesmente ir andando até encontrar algum ponto de referência ou uma saída;
  • Sobretudo nos souks, o melhor é não aceitar a ajuda de pessoas (normalmente são homens) que venham ter connosco para ajudar a ir para um qualquer sítio. No final vão quase sempre pedir dinheiro e criar uma situação desagradável se não lhe quisermos pagar;
  • Se precisar mesmo de pedir indicações, o menos arriscado é pedir a lojistas (que não podem abandonar a loja) ou a mulheres;
  • Não olhar os vendedores nos olhos, caso contrário é um incentivo para nos abordarem e insistirem para que compremos alguma coisa. Mesmo sem os olhar nos olhos, é natural os vendedores tentarem conversar connosco e descobrir a nossa nacionalidade. Nós ouvimos muitos marroquinos berrarem, à nossa passagem, coisas como “sardinha!” e “Chefe Silva!”. Só nos dava vontade de rir!
Souks Marraquexe
  • Negociar sempre os preços, de tudo: em lojas, vendedores de rua, táxis, etc.. A minha sugestão é que se comece por oferecer metade do preço que for sugerido. O mais natural é o vendedor abanar a cabeça e dizer que isso é muito pouco, mas já é um bom ponto de partida para tentar negociar o preço para o mais baixo possível;
  • Ao passear por Marraquexe, mas também noutras zonas de Marrocos, é natural ser-se nalguma altura “arrastado” para dentro de uma das muitas ervanárias ou cooperativas de mulheres que existem. Aqui encontra normalmente algumas senhoras sentadas no chão a moer sementes de argão. Depois convidam-nos para uma sala, onde nos mostram uma grande variedade de produtos naturais, que custam X mas que nos fazem um grande desconto. Eu acabei por comprar um frasco de óleo de Argão por 8€ (cujo preço “original” era 16€). Tivemos amigos que na mesma situação chegaram a pagar 20€ por um frasco. Mas desde que regressámos a Portugal temos visto em vários sítios o mesmo tipo e quantidade de óleo por 3€ ou 4€…
Ervanária Marrocos óleo argão
  • Cuidado ao tirar fotos aos senhores que têm cobras e macacos, ou aos bailarinos e aguadeiros, por exemplo na praça Jemaa el-Fna. A profissão deles é mesmo posarem para os turistas. Se eles repararem que se tirou uma foto vêm logo a correr pedir dinheiro e podem ser muito desagradáveis se não se der nada;
  • A maior parte dos marroquinos tenta falar um pouco de várias línguas, incluindo português, é fantástico! Um dos berberes que conduziu os nossos camelos no deserto fartava-se de dizer “BA-TA-TA FRI-TA!”. Muitos deles arranham o inglês, mas o que falam melhor, para além do árabe, é mesmo francês. É uma vantagem se conseguir entender ou falar com eles nessa língua.

E por fim recomendamos vivamente que passe por uma das melhores experiências que tivemos na nossa viagem a Marrocos: dormir uma noite no deserto e ver o pôr e o nascer do sol. Nós ficámos no acampamento berbere Bivouac Café du Sud e simplesmente adorámos!

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acampamento berbere Bivouac Café du Sud

Ao adquirir serviços através das ligações abaixo, não terá qualquer custo adicional e estará a ajudar o explorandar a crescer: Alojamento Booking | Seguro de Viagem IATI. O nosso muito obrigado!

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2 Comments

  1. Adorei o artigo, as fotos,o roteiro, a paisagem e o conteúdo, mais um local adicionado a minha lista para viajar. Obrigado.
    Gostei da “tentativa” de falar português…

    • Ficamos muito felizes por ter gostado do artigo e ainda mais por ter ficado com vontade de explorar Marrocos, Daniele! Sem dúvida que é um país que vale a pena conhecer. Ontem mesmo publicámos um artigo onde falamos um pouco mais da viagem de 7 dias que fizemos por lá. Se quiser espreitar, aqui fica ele: https://explorandar.com/2019/07/25/viagem-por-marrocos/. Boas viagens!

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