Amesterdão, esta linda cidade roubada ao mar, tem mil e uma coisas para ver e fazer, para todo os bolsos e gostos. Foi a primeira cidade que visitámos durante a nossa última viagem ao centro da Europa e sem dúvida que foi um início de viagem em beleza.

Durante a nossa curta visita à capital holandesa em Dezembro ficámos alojados no Urban Lodge Hotel por um ótimo preço, numa zona um pouco afastada do centro mas muito perto de transportes entre o aeroporto de Schipol e o centro da cidade.

Para podermos andar à vontade e ir para todo o lado de transportes públicos comprámos um passe para 3 dias, o que deu jeito para visitar muitos pontos da cidade em pouco tempo e para vir e ir para o aeroporto. E a verdade é que os transportes públicos em Amesterdão funcionam muito bem.

No entanto não podemos deixar de lembrar que a bicicleta é uma boa alternativa: a cidade é plana e tem ciclovias por todo o lado. Quem anda a pé deve ter inclusivamente cuidado para não se atravessar nas ciclovias fora das passadeiras sem olhar: corre o risco de ser atropelado! É impressionante a quantidade de bicicletas nesta cidade, em estacionamentos próprios, presas às grades das casas, às pontes sobre os canais, a circular na rua, e parece que também no fundo dos canais… Disseram-nos que por ano são tiradas cerca de 15 mil bicicletas dos canais, atiradas por estudantes ou turistas normalmente bêbados!

No nosso primeiro dia de visita a Amesterdão participámos numa free tour, para fazer reconhecimento do terreno. Depois passeámos ao nosso ritmo. Apesar de não termos feito tudo o que queríamos, ainda fizemos muita coisa em pouco mais de um dia e meio.

A cidade por si só é lindíssima, com as suas casas todas diferentes, ao lado umas das outras ao longo dos canais, por cima dos quais passam muitas pontes. Um passeio a pé por Amesterdão já faz valer a pena a visita.

Relativamente a cruzeiros para percorrer os canais, há muitas opções com vários preços e durações junto à Estação Central. Como tínhamos pouco tempo, andámos apenas num ferry gratuito na noite em que chegámos. Podem apanhar-se vários ferries gratuitos atrás da Estação Central: a rota mais frequente é a 907; a maior, a que fizemos, é a 906, que vai por um largo canal para uma zona de bares. Os canais mais estreitos e com cruzeiros pagos devem ser mais bonitos, ficam uma próxima visita. O preço mais baixo que encontrámos foi 11€ para uma viagem de uma hora. Quando fomos a Amesterdão estava a decorrer o Festival da Luz, com obras para ver da água, em cruzeiros especiais. Também existe um Museu dos Canais, cujo bilhete custa 10€.

Van Gogh é o meu pintor favorito, por isso o Museu Van Gogh era de visita obrigatória. E não desiludiu. É muito mais do que os famosos “Girassóis” pintados por Vincent Van Gogh. É todo o percurso artístico e pessoal deste pintor holandês, que em cerca de 10 anos deixou uma obra fantástica. Para evitar as longas filas que costuma haver para entrar no museu o melhor mesmo é comprar os bilhetes online. Tem de se escolher uma hora de entrada e o bilhete de adulto custa 18€.

Visitámos também a Casa de Anne Frank, onde está o anexo onde Anne Frank escreveu grande parte do seu diário enquanto estava escondida com a família durante a II Guerra Mundial. É uma boa forma de lembrar os horrores que se cometeram durante o Holocausto. Como o espaço na casa e no anexo é pequeno, o número de visitantes é limitado, pelo que é preciso comprar bilhete para entrar a uma hora específica. Atualmente apenas se pode comprar bilhetes online, e recomendamos que se compre com pelo menos uma semana de antecedência. Cada bilhete custou-nos 9€.

Vista a partir da Casa de Anne Frank

Tivemos também oportunidade de ir ao Red Light District quer de dia como à noite. Este é o nome de uma zona do centro da cidade que à noite se ilumina de vermelho. É recheada de sex shops, coffee shops, museus de droga e erotismo, salas de espetáculos eróticos e montras com senhoras em trajes menores e para todos os gostos. Isto tudo numa zona muito bonita, percorrida por canais, com casas de famílias, igrejas, jardins de infância, restaurantes e muita gente, tudo a conviver em perfeita sintonia. É uma zona mais animada à noite, mas muito agradável a qualquer hora do dia.

Durante a free tour em que participámos descobrimos a casa mais estreita do Mundo. Esta casa, que fica junto à ponte mais larga de Amesterdão, tem uma fachada tão estreita que só tem mesmo a porta no rés-do-chão com uma janela em cada um dos dois pisos superiores. Parece aninhada entre as casas do lado. Disseram-nos que quando foi construída, quanto mais larga fosse a fachada, mais impostos se pagava…e que na verdade a casa alarga até à parte de trás. Fica em Oude Hoogstraat 22.

Também espreitámos (por fora) o grande edifício  da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Criada em 1602, esta Companhia  foi central no desenvolvimento da Holanda como potência mundial, já depois dos Descobrimentos portugueses.

Esta Companhia Holandesa inovou ao reduzir o risco de investimento em barcos para transportar mercadorias das Índias: se 20 investidores investissem em 20 barcos e um deles se afundasse, o que fosse trazido pelos restantes 19 barcos era distribuído pelos 20 investidores, pelo que era praticamente garantido que todos teriam retorno pelo seu investimento.

É a isto estão associados os ganchos que se vêem no topo da fachadas de quase todas as casas: a certa altura passou a ser possível qualquer pessoa investir, mesmo valores baixos, nesta Companhia e receber lucro (especiarias) pelo investimento que fizesse; os investidores usavam o gancho para guardar a mercadoria nos andares superiores das suas próprias casas, onde a água não chegava e os produtos ficavam em segurança, sendo elevadas com um sistema de roldanas. Algumas fachadas até são inclinadas para a frente, para as mercadorias não baterem nas paredes e janelas ao subirem!

Outros sítios a incluir num roteiro por Amsterdão:

Sinagoga Portuguesa – edifício muito bonito, especialmente por dentro.

Vondelpark – próximo do Museu Van Gogh, disseram-nos que é bastante agradável para passear e andar de bicicleta sobretudo na Primavera e no Verão.

– Mercado das Flores (Bloemenmarkt) – um mercado flutuante onde se vendem bolbos de tulipas, muito procurados por turistas.

Mercado Alberto Cuyp – mercado onde os locais costumam fazer compras.

Rijksmuseum – museu de arte e história que reabriu há poucos anos. Dizem que é excelente.

Palácio Real – localizado na Praça Dam, este edifício do século XVII chegou a ser o palácio do Rei da Holanda Luís Napoleão Bonaparte, irmão de Napoleão.

A nível de comida, seguimos a recomendação do nosso guia e fomos comer Rijsttafel – segundo nos disseram uma das comidas mais “típicas” de Amesterdão – ao Aneka Rasa, um restaurante de comida indonésia bem central, perto do Red Light District. Este é um prato que vem com muitos pratinhos, ideal para experimentar muitas coisas diferentes da comida indonésia. Gostámos e recomendamos!

Aqui ficam estas sugestões que esperamos vos ajudem a preparar o vosso roteiro para conhecer a capital holandesa. Esperamos que gostem tanto de Amesterdão como nós!

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