Durante a nossa última viagem às ilhas britânicas visitámos três capitais: Londres, Belfast e Dublin. Já partilhámos a nossa seleção de “must see” em Londres. Hoje é vez de falar sobre como descobrimos Dublin em 2 dias, uma cidade que era praticamente um mistério para nós. Aqui conhecemos melhor a história de alguns escritores irlandeses famosos, passámos por muitos e autênticos pubs, aprendemos um pouco mais sobre a história conturbada das ilhas britânicas e muito mais.

Na verdade, quando começámos a preparar esta viagem não tínhamos bem ideia do que íamos ver em Dublin. Mas depois de alguma pesquisa, conseguimos traçar o nosso roteiro. Não chegámos a visitar tudo o que tínhamos selecionado, porque o tempo que tivemos foi relativamente limitado, mas deu para irmos a todos os sítios que eram prioridade para nós.

De forma a conseguirmos andar sobretudo a pé decidimos escolher um alojamento bastante central. Ficámos no Jacobs Inn, um hostel simples que, para os padrões de Portugal, ainda ficou caro. Foi a melhor opção que encontrámos e que nos deu logo a entender que o custo de vida nesta cidade era alto.

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Descobrimos que, tal como no Reino Unido, na Irlanda o trânsito também circula “do lado errado da estrada”, pela esquerda, por isso requer mais cuidado para atravessar a rua. As tomadas são também iguais às usadas em terras de Sua Majestade, de tipo G, para as quais precisamos de usar adaptador. E, para minha grande alegria, nos supermercados encontram-se muitos dos chocolates e outras gulodices que há em Londres! Com a vantagem, face a Londres, de a moeda ser o Euro.

No nosso primeiro dia em Dublin participámos na nossa já tradicional free tour, que teve início junto à City Hall. Como sempre, foi útil para fazer um reconhecimento geral à cidade, ouvir histórias da cidade e do país e obter algumas dicas úteis do guia.

Depois de ficarmos por conta própria, eis por onde passámos ao longo dos dois dias de passeio:

Dia 1
  • Spire – monumento com a forma de uma agulha impressionantemente alta (120 metro de altura!), erguida no centro da cidade.
  • Escultura de James Joyce – muito perto do Spire está a escultura deste famoso escritor irlandês (1882-1941), autor da conhecida obra “Ulisses”.
  • Castelo de Dublin – este castelo, que remonta ao século XVIII, foi até 1922 sede do governo britânico na Irlanda. Foi palco de muitos episódios importantes, inclusivamente durante a luta pela independência da Irlanda.
  • Temple Bar – zona histórica da cidade, que remonta ao período medieval. Aqui existem muitos pubs, entre eles o famoso Temple Bar, com a sua característica fachada vermelha (espreitámo-lo apenas de fora).
  • Escultura de Molly Malone – representa uma vendedora de peixe e marisco, personagem famosa daquele que é considerado o “hino não oficial” da Irlanda. Molly Malone está representada com um decote que não passa despercebido. Mas apesar da tentação, para preservar a escultura o ideal mesmo é não lhe tocar.
  • O’Connell Street e O’Connell Bridge – ao passear pelo centro de Dublin, esta rua e elegante ponte são de passagem obrigatória. Sob a ponte passa o sereno rio Liffey.
  • Ha’penny Bridge – esta foi a ponte que mais me apaixonou em Dublin. É uma ponte pedonal, construída em ferro fundido em 1816, que parece que nos transporta para outros tempos…
Dia 2
  • Guinness Storehouse – um verdadeiro museu da cerveja, onde percebemos como esta bebida é produzida. Também aprendemos a tirar verdadeiras Guiness com a quantidade certa de espuma, que depois pudemos beber perante uma bela vista sobre a cidade. Só foi estranho beber cerveja logo de manhã e num dia tão frio e cinzento. Os bilhetes já os tínhamos comprado com antecedência e online aqui, para ficar mais barato.
  • Catedrais
    • Christ Church Cathedral – a mais antiga de Dublin, fundada em 1030. Durante a free tour em que participámos o guia contou-nos algumas histórias sombrias que supostamente se passaram aqui.
    • St. Patrick Cathedral – está localizada relativamente perto da Christ Church Cathedral. Fundada em 1191, esta é a Catedral Nacional da Igreja da Irlanda.
  • Trinity College – a Universidade mais antiga da Irlanda, fundada em 1592 pela rainha Elizabeth I. Comprámos na própria Universidade um bilhete conjunto, que incluiu uma visita guiada por estudantes ao exterior da Universidade e a entrada na fantástica Old Library, onde está o famoso Book of Kells (para saber horários e preços, consultar o site da Universidade aqui).
  • Escultura de Oscar Wilde – só vimos uma mas descobrimos que são três as esculturas em memória deste escritor que se encontram espalhadas por Merrion Square (uma praça que é um autêntico jardim). A casa onde este escritor irlandês viveu também é em Merrion Square, sendo possível vê-la apenas por fora.
  • Stephen Green – para terminar em beleza fomos passear a este parque, onde só apetece deitar na relva e relaxar.
O que ficou por visitar
  • National Gallery of Irland – museu de arte irlandesa e europeia, que parece muito interessante.
  • Dublinia – museu dedicado à história medieval e dos vikings. Está localizado numa parte da Christ Church Cathedral.
  • Kilmainham Gaol – antiga prisão, transformada em museu, onde estiveram presos e foram executados muitos revolucionários irlandeses que lutaram pela independência da Irlanda.
  • Destilaria Old Jameson – museu dedicado ao whiskey (sobre o qual ouvimos dizer bem e mal).
  • Phoenix Park – um grande parque, afastado do centro da cidade.
Onde comer

Decidimos experimentar um restaurante que tínhamos visto recomendado: o Quays Irish Restaurant, onde comemos Steamed Mussels & a bowl of Creamy Seafood Chowder e um Slow Cooked Beef & Guinness Stew. Gostámos!

Também tínhamos planeado ir ao The Stage Door Café, onde servem refeições rápidas e económicas (omoletes, tartes, sopas, etc.), mas não chegámos a ter oportunidade de lá ir.

Estes dois dias permitiram-nos calcorrear bastante uma cidade que era um mistério para nós. E gostámos do que descobrimos. Para a próxima dedicaremos com certeza mais uns dias para conhecer alguns dos museus que ficaram por ver e que nos parecem bem interessantes.

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